quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desejo e som.

Uma musica,um desejo,uma vida.
Era uma noite como outra qualquer, estava tocando meu saxofone treinando para a sinfonia mais esperada do ano.Estava ansioso, muito ansioso.
Uns amigos me ligaram dizendo que um deles havia passado em um curso e queriam sair para comemorar. Não recusei e logo me aprontei.
Chegando lá curtimos ao som de rock classico. Bebemos demais e acabei conhecendo uma mulher que também estava  bastante alterada. Fomos para o meu apartamento e lá ficamos conversando a noite toda, minha insana mente não lembra de detalhes porém ela tinha algo especial que até hoje me afeta. Amanheceu e esta logo saiu correndo,não tive tempo nem de falar.. Parecia um vulto, um tanto assustada.
Meu dia decorreu normalmente porém minha mente estava em outro lugar. Por que saiu correndo? Essa pergunta ficou em minha cabeça por meses. Voltei áquele bar várias vezes e nada da misteriosa mulher. Resolvi então pensar somente na sinfonia pois seria a minha chance,a filha do maestro iria ser a protagonista desta noite e precisava me preparar para impressiona-la  e conseguir a vaga.
 Tocava toda a noite, muitas vezes a nota lá menor saía mais do que as outras. Talvez um tanto triste? Sim, talvez. Mas era a hora de esquecer a ilusão e botar a cabeça no lugar.
Enfim chegou a grande noite, a apresentação ia começar, todos em seus lugares e entra a grande protagonista. Sim, era ela. A misteriosa mulher, a filha do maestro, bem ali na minha frente. Ela sentou, olhou o publico e começou com o belo piano. Sua face era serena.Fiquei bobo, perplecto. Não tive chance de falar com ela nessa noite mas sim, consegui a vaga.
Tentei procura-la mas nada adiantou,fiquei sabendo que ela era noiva de um militar. Traição? Pois é, o grande militar foi traído. Não que eu ache isso certo e também  me deu um gosto arduo.
Longos anos se passaram e várias realizações em minha carreira ocorreram porém a solidão me encontrava toda noite. Nesse tempo conheci um garotinho que ia sempre ao parque tocar seu violão e lá ficava horas com ele. O tal amava musica como eu e isso me fez criar um grande vinculo com o menino.
Conversando com ele uma tarde contou-me que não tinha pai pois este havia morrido em uma guerra. Fiquei bastante comovido e o convidei para ir ao parque de diversões. Ele disse que iria falar com sua mãe e ela me ligaria. E foi o que ocorreu, ela me ligou e contou-me que já me conhecia e me adorava pelo tanto que seu filho falava bem de mim. Combinamos que ela iria junto conosco,um calafrio passou pela minhas entranhas, sua voz não me era estranha. Ao me arrumar algo me dizia que essa seria uma grande noite.
Fui ao parque e lá encontrei com o garotinho e sua mãe, um silencio ficou no ar.. Era a misteriosa mulher com o meu pequeno amigo. Não sabíamos o que fazer, em sua face estava a mostra um grande susto.  Mas logo a descontração veio com o pequeno, não minto que estava totalmente sem jeito mas não tinha outra solução. Divertimos-nos bastante e o sorriso não saia do rosto dele. Logo que cheguei em casa recebi uma ligação dela querendo me encontrar. Parecia que estava sonhando mas não! Era a pura realidade.
Fui até o bar onde nos conhecemos e lá nos encontramos. Conversamos bastante sobre o garotinho,o tanto que eu gostava dele e o quanto nos identificavamos. Ela me pediu desculpas pelo passado,começamos a nos encontrar com mais frequencia e por fim a namorar. Eu estava me apaixonando por ela, talvez ja fosse  mas com as conversas, o jeito dela só me faziam quere-la mais.
Certa noite resolvi que iria pedi-la em casamento. Arrumei minha casa a luz de velas e ela chegou. Estava linda porém sua face estava diferente. Resolvi perguntar o que havia acontecido. Foi quando ela me disse:
 - Lembra-se de meu sumisso? Pois bem, você tem um filho.
Estava pasmo, como poderia ter me escondido isso a tempos? Não sabia se brigava com ela ou se pulava de alegria, aquele garoto era tudo pra mim. Resolvi pedir um tempo para pensar,estava com medo. Ela chorando se foi..
Não demorou nem um dia para eu voltar correndo á sua casa e abraça-la junto a nosso filho. Afinal, somos feitos de medo e som.  Magoas?Talvez.. Porém não há nenhum constraste a isso, tenho um filho,o meu filho! Este me trouxe a  alegria novamente e a solidão se foi! Eu e minha querida passavamos todas as noites tocando.. Ela tocava o seu piano e eu? Eu a tocava.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pai,feliz aniversário! 01-12-2010

Um homem de tantas qualidades.
Um homem com suas fraquesas.
Um homem que me faz feliz.
Um homem de tantos anos.
Um homem que eu amo.

Hoje é aniversario de um belo homem, um belo pai.
Uma pessoa que levarei para o resto da vida com sentimentos bons.
Dificil descrever quando o sentimento é realmente seu e não pura história,
ele é companheiro, amigo, ciumento, ele é o meu pai.

Hoje faz 44 anos, poucos anos de muitos que ainda virão.
Poucos anos dos tantos que ainda passaremos juntos.
Um pai que sem duvida qualquer pessoa iria querer um parecido.
Mimos,defesa, comida.
Este é o meu pai. E eu o amo.

Oh, puro destino.

Estava sentada em um café lendo um belo livro de Machado de Assis quando reparei a presença de um belo homem que nunca tinha ido lá e o tal moço me chamou atenção. Reparei também que o olhar foi recíproco mas de inicio nada aconteceu.
Voltava todos os dias para a mesmo café como de costume e comecei a perceber que este belo homem começou a aparecer lá muitas vezes mas claro,poderia ser pelo café pois este era divino!!
Porém um dia começamos a conversar, ele me disse que era engenheiro e eu contei que era uma humilde escritora.Conversamos sobre tudo,tempo, a vida, horóscopo e até mesmo sobre literatura. (oh!)
Ao fim do dia trocamos telefone e dai em diante começamos a sair. Saímos um,duas, três vezes. Três vezes!! Para mim isso foi muito pois não conseguia me apegar a ninguém e sempre depois do primeiro encontro eu simplesmente sumia.
Pois bem, foi ai que percebi que estava rolando algo a mais que atração. Talvez eu estivesse gostando dele.. Sim,eu estava. Gostava de sair com ele e acredito que ele também.
Levei-o para conhecer minha familia e eles surpresos por eu estar apresentando alguém,adoraram-o.
Alguns meses se passaram e ele começou a ficar mais frio e dizia estar com '' mais trabalhos do que o normal'', no começo acreditei porque afinal sabia que a vida dele era uma correria mas depois de algum tempo comecei a desconfiar que seria algo diferente.
Eu estava totalmente envolvida por ele e tinha medo de que acontece o que eu previa. Meu caro leitor, não lhe contei antes mas o porque de não me apegar a ninguem era o receio de ser passada para traz como ocorreu com minha primeira paixão. Esse sentimento me fez fechar para o amor até então escondido.
Resolvi então ir até a casa dele para conversarmos. Algo me dizia para não ir porém resolvi driblar meu sexto sentido e fui.Pedimos um tempo, ora .. um tempo! Coisa mais balela impossivel, um tempo é muito subjetivo e talvez desastroso. O tempo passou e passou e meu pensamento só o via. Mas dizer a ele nada adiantaria.
Trocavamos mensagens sempre (viva o século XXI) porém ainda percebia que amor ali não havia. Talvez eu devesse esquece-lo e isso tentei fazer por algum tempo mas de nada adiantou.
Peguei o carro e saí para pensar, logo quando parei em frente a magnifica cafeteria um carro descovernado chocou contra o meu. É, a vida nos passa a perna.
Hoje estou aqui, em meio de cadeira de rodas contando minha história a você. Talvez tenha sido algo do destino, oh puro destino ou talvez tenha sido pura imprudencia de minha parte.Ora,isso só saberei quando morrer.O belo moço? Nunca mais o vi. Destino.