Estava sentada em um café lendo um belo livro de Machado de Assis quando reparei a presença de um belo homem que nunca tinha ido lá e o tal moço me chamou atenção. Reparei também que o olhar foi recíproco mas de inicio nada aconteceu.
Voltava todos os dias para a mesmo café como de costume e comecei a perceber que este belo homem começou a aparecer lá muitas vezes mas claro,poderia ser pelo café pois este era divino!!
Porém um dia começamos a conversar, ele me disse que era engenheiro e eu contei que era uma humilde escritora.Conversamos sobre tudo,tempo, a vida, horóscopo e até mesmo sobre literatura. (oh!)
Ao fim do dia trocamos telefone e dai em diante começamos a sair. Saímos um,duas, três vezes. Três vezes!! Para mim isso foi muito pois não conseguia me apegar a ninguém e sempre depois do primeiro encontro eu simplesmente sumia.
Pois bem, foi ai que percebi que estava rolando algo a mais que atração. Talvez eu estivesse gostando dele.. Sim,eu estava. Gostava de sair com ele e acredito que ele também.
Levei-o para conhecer minha familia e eles surpresos por eu estar apresentando alguém,adoraram-o.
Alguns meses se passaram e ele começou a ficar mais frio e dizia estar com '' mais trabalhos do que o normal'', no começo acreditei porque afinal sabia que a vida dele era uma correria mas depois de algum tempo comecei a desconfiar que seria algo diferente.
Eu estava totalmente envolvida por ele e tinha medo de que acontece o que eu previa. Meu caro leitor, não lhe contei antes mas o porque de não me apegar a ninguem era o receio de ser passada para traz como ocorreu com minha primeira paixão. Esse sentimento me fez fechar para o amor até então escondido.
Resolvi então ir até a casa dele para conversarmos. Algo me dizia para não ir porém resolvi driblar meu sexto sentido e fui.Pedimos um tempo, ora .. um tempo! Coisa mais balela impossivel, um tempo é muito subjetivo e talvez desastroso. O tempo passou e passou e meu pensamento só o via. Mas dizer a ele nada adiantaria.
Trocavamos mensagens sempre (viva o século XXI) porém ainda percebia que amor ali não havia. Talvez eu devesse esquece-lo e isso tentei fazer por algum tempo mas de nada adiantou.
Peguei o carro e saí para pensar, logo quando parei em frente a magnifica cafeteria um carro descovernado chocou contra o meu. É, a vida nos passa a perna.
Hoje estou aqui, em meio de cadeira de rodas contando minha história a você. Talvez tenha sido algo do destino, oh puro destino ou talvez tenha sido pura imprudencia de minha parte.Ora,isso só saberei quando morrer.O belo moço? Nunca mais o vi. Destino.
O engenheiro me fez lembrar o Marcelo loiro rs . Camila
ResponderExcluirpois é ..
ResponderExcluirMuito bom, adorei :D Luane
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